Heureux qui comme Ulysse
A fait un beau voyage
Heureux qui comme Ulysse
A vu cent paysages
Et puis a retrouvé
Après maintes traversées
Le pays des vertes années
Quand on est mieux ici qu'ailleurs
Quand un ami fait le bonheur
Qu'elle est belle la liberté
La liberté
Thank You Joachim*
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Férias
terça-feira, 28 de julho de 2009
Um Mundo Absolutamente Ideal
Questões como 'O que é o Absoluto?' ou 'O que é o Mundo ideal?' são respondidas através da visão de alguns artistas portugueses na exposição 'In an Absolut World', patente no espaço MUUDA, no Porto, até 12 de Setembro.Para mim que não tenho jeito nenhum para as artes plásticas, para o design a moda ou a fotografia, restam-me as palavras e as suas combinações nem sempre absolutamente ideais e muitas vezes pouco compreendidas. Mea culpa e culpa desta ferramenta que nos obriga a dar-nos em Absoluto para os espaços em branco serem idealmente preenchidos.
A ideia desta exposição e de outras do género que se fazem pelo mundo fora é da marca 'Absolut Vodka', que embora não seja idealmente portuguesa, aquece as almas lusas por esse país fora em noites de Verão que se querem absolutamente alegres.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Carta a Maria do Carvalhal Alvito
Querida Maria - subitamente o fino
Deste primeiro frio misturado
Com um sabor de lenha e de maçã
Algo recorda: tacteio na memória
Procurando o onde o quando o quem
E a tua casa reabre de repente as suas portas
E caminho nos quartos entre
Os raios da luz e o cismar das penumbras
E vens ao meu encontro e és meu abrigo
Pranto e saudade em cada gesto irrompem
Mas a irreversível alegria do ter sido
Não deixará jamais de estar comigo
E há um sabor de lenha e de maçã
E o tempo é jovem próximo e amigo
E rimos juntas nesse dia antigo
E entro na tua casa e és meu abrigo
Deste primeiro frio misturado
Com um sabor de lenha e de maçã
Algo recorda: tacteio na memória
Procurando o onde o quando o quem
E a tua casa reabre de repente as suas portas
E caminho nos quartos entre
Os raios da luz e o cismar das penumbras
E vens ao meu encontro e és meu abrigo
Pranto e saudade em cada gesto irrompem
Mas a irreversível alegria do ter sido
Não deixará jamais de estar comigo
E há um sabor de lenha e de maçã
E o tempo é jovem próximo e amigo
E rimos juntas nesse dia antigo
E entro na tua casa e és meu abrigo
Lisboa, Novembro de 1986
Sophia de Mello Breyner Andresen
Ilhas
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Imagine
Foto de Gonçalo FigueiredoEsta foto foi tirada no sábado. Aqui está o menino à espera do carro amarelo :)
sexta-feira, 12 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
HOME
HOME, filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.

HOME
http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U

HOME
http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U
terça-feira, 19 de maio de 2009
Domingos com aulas de Yôga no parque
Aulas ao ar livre, todos os Domingos às 11h, no Complexo Desportivo do Monte Aventino, Antas, Porto
Aberto a alunos, amigos, familiares, conhecidos e desconhecidos.
Divirtam-se, até à última semana de Setembro!
Aberto a alunos, amigos, familiares, conhecidos e desconhecidos.
Divirtam-se, até à última semana de Setembro!
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Yôga
domingo, 17 de maio de 2009
S.O.S amigas burritas do meu coracion ;)
Conseguem imaginar um cenário onde possa acontecer o pior serão de sempre...??
Se já o viveram, podem relatar, mas se só o imaginam...contem-me...estou pouco criativa por enquanto e precisava de um empurrãozinho!!!
Alguma burrita anda aí para me soltar uns pozinhos de imaginação????!!!
Se já o viveram, podem relatar, mas se só o imaginam...contem-me...estou pouco criativa por enquanto e precisava de um empurrãozinho!!!
Alguma burrita anda aí para me soltar uns pozinhos de imaginação????!!!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Poema do homem-rã
Sou feliz por ter nascido
no tempo dos homens-rãs
que descem ao mar perdido
na doçura das manhãs.
Mergulham, imponderáveis,
por entre as águas tranquilas,
enquanto singram, em filas,
peixinhos de cores amáveis.
Vão e vêm, serpenteiam,
em compassos de ballet.
Seus lentos gestos penteiam
madeixas que ninguém vê.
Com barbatanas calçadas
e pulmões a tiracolo,
roçam-se os homens no solo
sob um céu de águas paradas.
Sob o luminoso feixe
correm de um lado para outro,
montam no lombo de um peixe
como no dorso de um potro.
Onde as sereias de espuma?
Tritões escorrendo babugem?
E os monstros cor de ferrugem
rolando trovões na bruma?
Eu sou o homem. O Homem.
Desço ao mar e subo ao céu.
Não há temores que me domem
É tudo meu, tudo meu.
no tempo dos homens-rãs
que descem ao mar perdido
na doçura das manhãs.
Mergulham, imponderáveis,
por entre as águas tranquilas,
enquanto singram, em filas,
peixinhos de cores amáveis.
Vão e vêm, serpenteiam,
em compassos de ballet.
Seus lentos gestos penteiam
madeixas que ninguém vê.
Com barbatanas calçadas
e pulmões a tiracolo,
roçam-se os homens no solo
sob um céu de águas paradas.
Sob o luminoso feixe
correm de um lado para outro,
montam no lombo de um peixe
como no dorso de um potro.
Onde as sereias de espuma?
Tritões escorrendo babugem?
E os monstros cor de ferrugem
rolando trovões na bruma?
Eu sou o homem. O Homem.
Desço ao mar e subo ao céu.
Não há temores que me domem
É tudo meu, tudo meu.
António Gedeão
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Palavras Verdes
Ser o Verde da floresta, onde me resta
Verter apenas simples sentidos.
Escolher simples* onde o verde ainda resta.
Reler livros amarelecidos
De magias simples onde o verde infesta.
Esclarecer que complexo é só o verde, porque os simples existem na floresta.
*Simples: plantas silvestres que possuem certas propriedades medicinais
Verter apenas simples sentidos.
Escolher simples* onde o verde ainda resta.
Reler livros amarelecidos
De magias simples onde o verde infesta.
Esclarecer que complexo é só o verde, porque os simples existem na floresta.
*Simples: plantas silvestres que possuem certas propriedades medicinais
“Não sei o que queres dizer com glória”, disse Alice.
Humpty-Dumpty sorriu, com desprezo. «Claro que não – até que eu te diga. Quero dizer “aí tens um belo argumento que te arruma!”»
«Mas “glória” não significa um belo argumento que te arruma», objectou Alice.
«Quando eu uso uma palavra», disse Humpty-Dumpty, em tom de escárnio, «ela significa o que eu decidir que significa - nem mais, nem menos.»
«O problema é» disse Alice, «se se pode obrigar as palavras a significar tantas coisas diferentes.»
«O problema é», disse Humpty-Dumpty, «quem é que manda - apenas isso.»
Lewis Carroll, Through the Looking-Glass
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Um dia pediste-me fogo e eu dei-te calor...
Era noite, o comboio ouvia-se lá longe. Corriam pelos campos todos os que não queriam saber.
Os outros...ficaram abraçados, com medo de cair. Contaram que viram estrelas carregadas de desejo mas a mentira veio com a luz, chegou com o sol e fugiu, logo depois de passarem as nuvens.
Nesse dia, sentiste febre e eu dei-te o meu amor.
Era noite, o comboio ouvia-se lá longe. Corriam pelos campos todos os que não queriam saber.
Os outros...ficaram abraçados, com medo de cair. Contaram que viram estrelas carregadas de desejo mas a mentira veio com a luz, chegou com o sol e fugiu, logo depois de passarem as nuvens.
Nesse dia, sentiste febre e eu dei-te o meu amor.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
O lago

A memória do rumor de beijos rasgados na sombra da noite cobre este lago de melancolia. Às vezes escondo-me atrás das árvores para espreitar os Humanos que cortam caminho por esta dimensão delicada de suspiros. Tento ouvir o que sussurram as suas vozes e fico admirada como têm sempre tanto que dizer uns aos outros. Perco-me no meio de tantas palavras com tão pouco significado.
Tu não me prendeste com palavras, fizeste os meus olhos brilhar com os teus gestos. Mostraste-me caminhos que desconhecia, mergulhaste comigo nas águas transparentes deste lago pensativo. Desfizeste o emaranhado dos meus cabelos com uma ternura sem fim. Se fosse preciso, separavas cada fio um por um.
O tempo aqui não existe e percebeste isso com uma sabedoria invulgar. Embrulhaste-me nos teus braços e eu fui cega ao compasso do teu coração. Não percebi que só querias desvendar o mistério da magia
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Inauguração
Tralhas & Coisas é um site de objectos que tenho por cá para venda...comecei por chávenas, mas talvez chegue aos livros. :)Se conhecerem interessados, recomendem...
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Gestos em tons de magia
A noite repousava na floresta, onde rumores tardios arrepiavam memórias do Outono dourado nos sonhos de uma fada encantada. Os longos cabelos ruivos reflectiam fios de luar que desciam pela janela e entravam no coração fechado ao contacto com os humanos.
Durante o dia vibrava com os sons do vento e da água e levava luz até aos recantos mais obscuros da floresta, iluminando de esperança os seres que a habitavam. Assim que a noite caía, a fada que antes ajudava os humanos que se perdiam por aquelas estranhas paragens, agora dormia num leito de folhas de álamos que sustentava os seus sonhos ardentes.
Durante o dia vibrava com os sons do vento e da água e levava luz até aos recantos mais obscuros da floresta, iluminando de esperança os seres que a habitavam. Assim que a noite caía, a fada que antes ajudava os humanos que se perdiam por aquelas estranhas paragens, agora dormia num leito de folhas de álamos que sustentava os seus sonhos ardentes.
No meio dos tons amarelados da Natureza boreal, extinguia-se a espuma do vinho que inundava duas bocas sedentas da vibração da pele. Cada um sentia o peso do desejo a abafar as palavras que surgiam em melodias coloridas de gestos que procuravam um no outro o tempo da eternidade sensual. A mão do Ser afastava com suavidade os fios de cabelo de fogo que cobriam o pescoço da fada, deslizando entre o contorno dos lábios e dos olhos iluminados. O corpo da fada acolhia todas as carícias com a magia própria de quem confia na dança dos humanos para revelar a arte ondulante do corpo.
Na hora de partir, o adeus do Humano, não deixou promessas de recomeços mágicos, apenas uma imensidão de silêncio que rasgou um poço de vazios na dimensão terrena da fada. Nunca mais foi capaz de iluminar os caminhos nocturnos com os seus olhos luzentes.
21 de Dezembro
Como sabes, hoje é dia de solstício, a noite mais longa do ano que poderia ser só nossa, a luz da pureza venceria a escuridão da maldade, a escolha da verdade que não fizeste. Queria morrer em ti, mas não deixaste.
23. Dez.2007
Na hora de partir, o adeus do Humano, não deixou promessas de recomeços mágicos, apenas uma imensidão de silêncio que rasgou um poço de vazios na dimensão terrena da fada. Nunca mais foi capaz de iluminar os caminhos nocturnos com os seus olhos luzentes.
21 de Dezembro
Como sabes, hoje é dia de solstício, a noite mais longa do ano que poderia ser só nossa, a luz da pureza venceria a escuridão da maldade, a escolha da verdade que não fizeste. Queria morrer em ti, mas não deixaste.
23. Dez.2007
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Foi no respiro da pena quando sossegou.
Em ombros e encosto de cabeça sonolenta, com cabelos caídos em força.
Voo caprichoso que se ausentara em memórias do impossível. E o golpe fremente que insistia em voltar ao início da roda.
E como se uma inércia irresistível a seguisse de antemão, o inesperado acontece!
Após confissões repetidas quebra num instante anos de caminho. Volta à sua infância doida, livre, de corpo esdrúxulo sem reflexos na superfície.
Não desliza nem circula, golpe após golpe, de cima para baixo, debaixo para cima, demora o tempo do infinito. Que é o seu tempo sentido.
A pena sossegou. O peso é suportável.
Domínio sem ânsia. O tempo é percorrido.
E escuta... tal como bolas estendidas, espalhadas em espaços multidimensionais. Apercebe-se do voo, como seu. Só seu...
Em ombros e encosto de cabeça sonolenta, com cabelos caídos em força.
Voo caprichoso que se ausentara em memórias do impossível. E o golpe fremente que insistia em voltar ao início da roda.
E como se uma inércia irresistível a seguisse de antemão, o inesperado acontece!
Após confissões repetidas quebra num instante anos de caminho. Volta à sua infância doida, livre, de corpo esdrúxulo sem reflexos na superfície.
Não desliza nem circula, golpe após golpe, de cima para baixo, debaixo para cima, demora o tempo do infinito. Que é o seu tempo sentido.
A pena sossegou. O peso é suportável.
Domínio sem ânsia. O tempo é percorrido.
E escuta... tal como bolas estendidas, espalhadas em espaços multidimensionais. Apercebe-se do voo, como seu. Só seu...
Maria Batista
22.11.08/02.04.09
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Prémio Leya 2009
Valerá a pena o desafio.
Regulamento:
http://www.leya.com
REGULAMENTO PRÉMIO LEYA 2009
Artigo 1
(Objecto)
O Prémio Leya tem por objectivo incentivar a produção de obras originais de escritores de língua portuguesa, e destina-se a galardoar uma obra inédita de ficção literária, na área do romance, e que não tenha sido premiada em nenhum outro concurso.
Artigo 2
(Apresentação de candidaturas)
Podem candidatar-se ao Prémio Leya todas as pessoas singulares com plena capacidade jurídica.
Artigo 3
(Valor do Prémio)
O valor monetário do Prémio é de 100 000 euros (cem mil euros).
Artigo 4
(Local e Prazo de entrega)
— As obras concorrentes deveram ser enviadas para:
Prémio Leya 2009,
Rua Cidade de Córdova, n.º 2
2610-038 Alfragide
Portugal
— Serão admitidas a concurso todas as obras entregues na morada acima indicada ou enviadas pelo correio até ao dia 15 de Junho de 2009.
— Para efeitos de prazo de entrega considera-se a data de expedição dos Correios
Artigo 5
(...)
Regulamento:
http://www.leya.com
REGULAMENTO PRÉMIO LEYA 2009
Artigo 1
(Objecto)
O Prémio Leya tem por objectivo incentivar a produção de obras originais de escritores de língua portuguesa, e destina-se a galardoar uma obra inédita de ficção literária, na área do romance, e que não tenha sido premiada em nenhum outro concurso.
Artigo 2
(Apresentação de candidaturas)
Podem candidatar-se ao Prémio Leya todas as pessoas singulares com plena capacidade jurídica.
Artigo 3
(Valor do Prémio)
O valor monetário do Prémio é de 100 000 euros (cem mil euros).
Artigo 4
(Local e Prazo de entrega)
— As obras concorrentes deveram ser enviadas para:
Prémio Leya 2009,
Rua Cidade de Córdova, n.º 2
2610-038 Alfragide
Portugal
— Serão admitidas a concurso todas as obras entregues na morada acima indicada ou enviadas pelo correio até ao dia 15 de Junho de 2009.
— Para efeitos de prazo de entrega considera-se a data de expedição dos Correios
Artigo 5
(...)
segunda-feira, 30 de março de 2009
Semear
Preferes que descreva
a simplicidade das flores
a simbologia das cores
a penumbra dos odores
que não respiro
enquanto não fores
eu
retiro o que não disse
ou volto aos dissabores
até me propores
o que suspiro
e para ti me retiro
e semeio-te os ardores
nos meus dedos sonhadores
que se entrelaçam
e se embaraçam
nos fulgores dum
poema sem tema
sem solução
entre pontos de interrogação
que silenciam a solidão
ou a confusão da própria escrita
que não é dita
mas acredita
que se preferires
que não descreva
a simplicidade das flores
ou a simbologia das cores
e todo o pensamento derivante
eu calo-me
num instante
sábado, 28 de março de 2009
O burro
Eu que sou o burro
não sou tão burro assim,
- não sou só eu que zurro,
esse zombarem de mim
é um murro
que não tem fim.
não sou tão burro assim,
- não sou só eu que zurro,
esse zombarem de mim
é um murro
que não tem fim.
Se derem murros
em todos os burros,
talvez eu, coitado,
seja por muita gente
considerado inteligente
Carrego sacola,
carrego, carrego,
e nunca fui à escola
- não nego.
Mas burro universitário
é contrário à Natureza.
Eu sou um burro primário,
sou um burro
simplesmente,
que zurro,
não sei ler
nem sei escrever,
mas, felizmente,
sou burro.
Sidónio Muralha
O rouxinol e a sua namorada, 1983
quinta-feira, 26 de março de 2009
Burras na horta de cabeça enfiada na terra
Bom dia, bom dia =)
(mais uma vez utilizo este meio para deixar umas palavras.. =p)
Primeiro..ISTO ESTÁ MUITO PARADO!!! até para mim q não sou muito ligada a estas máquinas.. =) toca a escrever...
Depois... sexta, 27 de Março, vem à biblioteca de Valongo e escritor Helder Pacheco, 21:30 a hora!
Sobre um outra coisa..eheh Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno... hein? quem está cheia de coragem? =)
E para se deliciarem neste dia... aqui vai... a companhia de Mário Cesariny
"queria de ti um país de bondade e de bruma
queria de ti o mar de uma rosa de espuma"
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