Em ombros e encosto de cabeça sonolenta, com cabelos caídos em força.
Voo caprichoso que se ausentara em memórias do impossível. E o golpe fremente que insistia em voltar ao início da roda.
E como se uma inércia irresistível a seguisse de antemão, o inesperado acontece!
Após confissões repetidas quebra num instante anos de caminho. Volta à sua infância doida, livre, de corpo esdrúxulo sem reflexos na superfície.
Não desliza nem circula, golpe após golpe, de cima para baixo, debaixo para cima, demora o tempo do infinito. Que é o seu tempo sentido.
A pena sossegou. O peso é suportável.
Domínio sem ânsia. O tempo é percorrido.
E escuta... tal como bolas estendidas, espalhadas em espaços multidimensionais. Apercebe-se do voo, como seu. Só seu...
Maria Batista
22.11.08/02.04.09







