segunda-feira, 30 de março de 2009

Semear

Preferes que descreva
a simplicidade das flores
a simbologia das cores
a penumbra dos odores
que não respiro
enquanto não fores
eu
retiro o que não disse
ou volto aos dissabores
até me propores
o que suspiro
e para ti me retiro
e semeio-te os ardores
nos meus dedos sonhadores
que se entrelaçam
e se embaraçam
nos fulgores dum
poema sem tema
sem solução
entre pontos de interrogação
que silenciam a solidão
ou a confusão da própria escrita
que não é dita
mas acredita
que se preferires
que não descreva
a simplicidade das flores
ou a simbologia das cores
e todo o pensamento derivante
eu calo-me
num instante

sábado, 28 de março de 2009

O burro

Eu que sou o burro
não sou tão burro assim,
- não sou só eu que zurro,
esse zombarem de mim
é um murro
que não tem fim.

Se derem murros
em todos os burros,
talvez eu, coitado,
seja por muita gente
considerado inteligente
Carrego sacola,
carrego, carrego,
e nunca fui à escola
- não nego.
Mas burro universitário
é contrário à Natureza.
Eu sou um burro primário,
sou um burro
simplesmente,
que zurro,
não sei ler
nem sei escrever,
mas, felizmente,
sou burro.
Sidónio Muralha
O rouxinol e a sua namorada, 1983

quinta-feira, 26 de março de 2009

Burras na horta de cabeça enfiada na terra

Bom dia, bom dia =)
(mais uma vez utilizo este meio para deixar umas palavras.. =p)
Primeiro..ISTO ESTÁ MUITO PARADO!!! até para mim q não sou muito ligada a estas máquinas.. =) toca a escrever...
Depois... sexta, 27 de Março, vem à biblioteca de Valongo e escritor Helder Pacheco, 21:30 a hora!
Sobre um outra coisa..eheh Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno... hein? quem está cheia de coragem? =)
E para se deliciarem neste dia... aqui vai... a companhia de Mário Cesariny
"queria de ti um país de bondade e de bruma
queria de ti o mar de uma rosa de espuma"

terça-feira, 10 de março de 2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Minha culpa












Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo... um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém
Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!...
Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor...
Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...

Florbela Espanca

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Vegan: For the Planet, For the People, For the Animals



Tantas vantagens... também para reflectir

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

poema


Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas no próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem

Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como os amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca

Mário Cesariny

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Instantes



Numa floresta encantada,
dentro da Lua gelada,
havia um Peixe azul
que rumou a sul
pelo rio amarelo
em cima dum cogumelo.
Deslizou num dia cinzento
à procura de alimento.
Encontrou um morango preto
que dormia num panfleto!
O peixe ficou branco
e deu um solavanco.
Sentiu-se vermelho 
e olhou-se no espelho.
Afinal era violeta
e não era Peixe, mas Borboleta
num sonho colorido,
azul incompreendido.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O chá da quinta à tarde...


Atrevo-me a dizer que gosto de outro tipo de chá :)
(tendo em conta que só gostava de um)

Uma vitória, só conseguida convosco! A todas as que faltaram...espero brevemente apresentar-vos as Flores de Gueixa, numa rota do chá...perto de si*

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Um bocadinho de história recente, agora que 2008 está a terminar




Éramos 7. Neste dia, neste sítio, passamos a ser 7 Burras. Tem sido bom.
iiii-óóó
Feliz ano novo 2009!
Abraço

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Quando a lua toda brilha (clicar no link pode ser interessante)



És luminosa, prateada e misteriosa
És uma dona admirada e venerada
Pois se és influente e poderosa…
Se troveja quando és nova, trinta dias és molhada
Mas do que mais gosto é do teu cuidado pelos amantes.
Será por isso que me comparam a ti?
Eu sei que não sou sol
Não sou estrela
Serei lua? Cheia e luminosa?
Sou cheia de amor e toda quero brilhar quando contemplar
Sou luz suave, também eu não firo olhares
Às vezes parece que se esquecem de mim
Não sabem que mantenho a constância na inconstância das fases.
Mas cheia de amor toda quero brilhar!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Jantar em saco roto




Está difícil descongelar uma data...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O comboio da outra semana...

O comboio amarelo está quase vazio. O silêncio que revela o sono dos outros, no som que se repete, vezes sem conta no meu ouvido. Uma mistura de sensações na barriga, soluços guardados, quase tão quentes como os meus livros pesados.
O tempo é de piscinas vazias, casas antigas, neve nos campos.
Tenho frio do café quente, que tarda a chegar!! Arrepia-me ver-te partir em contentores para locais incertos, tenho medo de não te saber encontrar, ficar perdida. Faltas-me o ar no meio deste nevoeiro relvado, espreito-te por entre as árvores secas de um Outono vencido e vejo-te ao longe...
Resta-me esperar o arco-íris daquela tarde, a lua cheia da outra noite e o sol de muitas manhãs para te abraçar.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Um ser aflito
Estio sagrado de grinaldas enaltecido
Em sua testa a coroa que lhe cobria a fronte, húmida da espera
Ânsia de aspirar ao mais alto, aos Mercúrios e Júpiteres de lá
E a toca dos sofridos que miravam com Saber
Fragmentos vindo em marés
E um cravo se ouvia
Foi ontem que a viu
Corpo robusto, firmeza das rochas, traços de visão comum, singular por entre correntes de água
Embora sofra sua pele rebentou à explosão do sentir.

Cissa de Vasconcelos

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Informamos todos os possiveis leitores que estas 7 burras pesam menos de 480kg. (mesmo depois de grandes jantaradas, carregadas de sorrisos)

terça-feira, 2 de setembro de 2008


Não largou as muletas enquanto observava toda a família a dançar na chuva. O cheiro floral, trazia-lhe recordações de infância e faziam-na sorrir.
Aquela que travava uma luta entre a cara serrada e o sorriso aberto, estava corada, era a desajeitada e cruel Dona Biga.
O arco-irís estava atrás das montanhas, a espiar os tristes e a brilhar para as abelhas.
Tinha chegado o dia do fim do mundo risonho e o inicio de uma vida saltitante e alegre coberta de verdadeiro amor.
Finalmente e num segundo de magia, as portas verdes deram de si e todos correram para a luz daquele sol, que há tanto os esperava.

domingo, 31 de agosto de 2008

sábado, 30 de agosto de 2008

Convite

Lembra-se que estão convidadas as meninas Burras, seus amigos e amigas, a participar de uma aula específica de SwáSthya, no Espaço Antas, Porto, com a instrutora e demonstradora de coreografia Sónia Monteiro. Aguarda-se indicação de dia e horário (5 hipóteses por ordem de preferência) para o e-mail marquesmff@gmail.com.
Beijos
Esta Burra
(ver mais em "Companhia SwáSthya de Artes Cênicas" (www.youtube.com))

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Divulgação de prémio literário



A Câmara Municipal de Loures decidiu instituir o Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho, tendo como finalidade incentivar a produção literária em Língua Portuguesa, premiando bienalmente, e de forma alternada, uma obra inédita em Prosa de Ficção ou Poesia de autor português.

Este Prémio pretende homenagear a memória da escritora e activista feminina que ao longo da vida contribuiu para a dinamização cultural do concelho – no Palácio de Pintéus, onde viveu, foi lida a sua primeira obra, Uma Primavera de Mulher, publicada em 1867.

O Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho, no valor de 3000 € (três mil euros), será, neste biénio de 2008/2009, na modalidade de Prosa de Ficção.

O prazo de recepção dos originais concorrentes é até ao dia 6 de Dezembro de 2008 e a entrega do prémio é no dia 23 de Abril de 2009.

INFORMAÇÕES:
Biblioteca Municipal José Saramago
Rua 4 de Outubro, n.º 19
2670-466 Loures
Telefone – 21 982 62 03